A Frente pedagógica da coletivA ocupação surge a partir do desejo e da perspectiva de democratizar, e tornar acessível as linguagens artísticas que o grupo investiga, para artistas e não artistas de diferentes classes sociais, gêneros e idade. Buscamos em nossas oficinas e residências compartilhar ferramentas e revoltas, destruir fronteiras, e propor experiências que nós enquanto coletivA vivenciamos em  nossos processos criativos. 

 

Por meio de fundamentos como coro e corifeu; a estética do funk e outras corporalidades da cultura hip hop; canto-coral; e o próprio corpo como um espaço/ território de manifestação e relação ancestral, encontramos nosso eixo investigativo “corpo-palavra”, que utiliza como dispositivo a investigação do corpo, exercícios performativos, vivências pessoais e memórias como disparadores de criação, sendo uma maneira de se desorganizar e organizar, se deslocar e existir no espaço da cena, no espaço da rua e no espaço da vida.

 

Desde a criação desta frente, já realizamos inúmeras oficinas para jovens e artistas de diversas cidades do Brasil e da Europa. A partir do espetáculo Quando Quebra Queima, já ministramos oficinas em uma gama de unidades SESC, sendo que em 2018 atuamos como coletivo facilitador do projeto “Criativos na Escola”, e em 2019 ocupamos artisticamente a Universidade de Manchester, Contact Theatre (Manchester, Reino Unido) e o Festival “Mexe” Encontro de Arte e Comunidade (Porto, Portugal). 

 

Em 2020, realizamos com o “Battersea Arts Center” um simpósio com mais de 100 estudantes de diferentes cidades do Reino Unido, propondo debates, vivências e a oficina ”A rebelião cria: coro-multidão.” No ano seguinte, 2021, ministramos oficinas de forma assíncrona (devido a pandemia) para estudantes de escolas públicas do interior da cidade de São Paulo, Sorocaba, a partir do projeto “3ª Frestas - Trienal de artes”, realizado pelo Sesc. Em 2022, no pós-pandemia, produzimos uma sequência de oficinas a partir do curso “Laboratório para corpos em erupção" (projeto idealizado a partir do novo espetáculo da coletivA ocupação, Erupção), no Sesc Bom Retiro, e uma Residência Artística (também inspirada na nova peça) chamada “Tretas Mundos”, voltada aos estudantes portugueses que tivemos contato no festival “Mexe” em Portugal, porém agora no Brasil.


 

Projeto “Criativos na Escola”

 

Em dezembro de 2018, o grupo participou como facilitador do programa Criativos na Escola 2018, na cidade de Aquiraz (CE), fazendo uma semana de residência com estudantes de escolas de diferentes regiões do Brasil. Durante uma semana, a coletivA realizou uma residência artística junto dessas estudantes, discutindo pautas como arte, cultura, diversidade, inovação e educação.

 

Universidade de Manchester - Contact Theatre

 

Em maio de 2019 a coletivA ocupou a cidade de Manchester (Inglaterra), fazendo uma série de oficinas e apresentações de Quando Quebra Queima, no Contact Theater. Nesse teatro, a coletivA teve oportunidade de se conectar com o programa de juventudes do espaço cultural, realizando um intercâmbio de linguagens e experiências artísticas.

 

MEXE - Encontro Internacional de Arte e Comunidade

 

Ainda em 2019, no mês de setembro, a coletivA ocupou a cidade do Porto (Portugal), participando do MEXE - Encontro Internacional de Arte e Comunidade. Nesse encontro, além da presença do espetáculo Quando Quebra Queima, a coletivA pôde desenvolver uma residência artística com estudantes de teatro da ACE Escola de Artes, propondo uma experiência artístico pedagógica que tinha como objetivo o compartilhamento das poéticas e dispositivos cênicos do grupo.

 

Simpósio - Battersea Arts Center

 

Em 2020 a coletivA ocupou a cidade de Londres (Inglaterra), dessa vez o grupo não apenas fez uma extensa temporada de Quando Quebra Queima, como também compôs o Young People, Art and Activism Symposium, realizando uma série de atividades artístico-pedagógicas com jovens artistas de diferentes partes do Reino Unido.

 

3ª Frestas - Trienal de artes 

 

Ainda com o distanciamento social em Outubro e Novembro de 2021 fomos convidadas enquanto grupo pelo Sesc Sorocaba, para ministrar oficinas inspiradas no percurso de criação da nossa primeira peça “Quando Quebra Queima”. As oficinas foram pensadas e direcionadas a estudantes da rede pública de Sorocaba, em um contexto de retorno às aulas, com isso nossos encontros aconteceram de forma online nos fazendo repensar e recriar dispositivos para acessar os jovens, nosso foco estava em através de exercícios de relaxamento, aquecimento e práticas teatrais reconhecer o ambiente escolar e se reconhecer novamente nesse espaço devido ao afastamento, como era estar novamente na escola, o que era diferente e o que está igual, como se sentem nesse espaço, e o que gostariam de mudar, esses eram alguns dos disparadores. Com essa experiência amadurecemos enquanto coletivA juntamente aos educandes que nos acompanharam, enxergando e desenvolvendo possibilidades desconhecidas, ressignificando e expandindo as conhecidas, tendo como principal motivador a arte, a escuta, a coletividade e a ocupação dos espaços. 

 

Sesc Bom Retiro -  “Laboratório para corpos em erupção"

 

Em 2022, num contexto aproximado da ideia de pós pandemia, nós coletivA ocupação somos convocades a ministrar oficinas para jovens do programa "Juventudes", do Sesc Bom Retiro. Nossos encontros aconteceram semanalmente durante 3 meses (Março, Abril e Maio), e nossa proposta durante esse período foi a partir de afetos e confiança construída coletivamente, em uma crescente desenvolver práticas e exercícios teatrais, que nós enquanto grupo utilizamos em nossos processos criativos, práticas de relaxamento, aquecimentos, jogos, exercícios performativos e cênicos. Com essas oficinas conseguimos introduzir e desmistificar a linguagem teatral para iniciantes, ao mesmo tempo conseguimos propor uma continuidade de investigação aqueles que já tiveram algum contato anterior. 

 

Residência coletivA + Mexe - “Tretas Mundos”

 

A Residência Artística “Tretas Mundos” (2022)  foi idealizada a partir da emergência em destruir e ressignificar as relações e narrativas entre "colônia" e “colonizador”, ultrapassando e destruindo a ideologia genocida, reconstruindo a partir do afeto, encontro, e “o outro lado da história”, novas possibilidades, tendo a linguagem artística, o teatro, como aliado. Influenciada pelo novo espetáculo da coletivA ocupação, “Erupção”, a residência que teve duração de 10 dias, realizada em  Setembro, propôs um intercâmbio de saberes artísticos a partir das frentes de trabalho da coletiva, Frente corpo, Frente música, Frente direção de arte, Frente dramaturgia e assistência de direção. Vivenciamos 10 dias intensos, imersos na teatralidade e em toda complexidade que envolve o fazer artístico, resignificando “em partes” Brasil x Portugal, a partir das relações e dos afetos desenvolvidos.  

ALICIA ESTEVES
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MAYARA BAPTISTA
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MARTHA KISS PERRONE
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ALICIA ESTEVES
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